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Site WordPress lento: como descobrir a causa e resolver os problemas mais comuns

Bruno Web

· 5 min de leitura · Velocidade

Logo do WordPress com raios de energia

Site lento não dá erro nem manda aviso: só perde clientes em silêncio. Mostramos como medir, as sete causas mais comuns de lentidão no WordPress, o que resolve cada uma e como mexer sem quebrar o site.

Neste artigo
  1. Primeiro, meça
  2. As causas mais comuns, na ordem em que costumamos encontrar
  3. Como mexer sem quebrar o site
  4. Velocidade e Google

Você abre o próprio site no celular, a tela fica branca por alguns segundos, e é fácil imaginar o cliente fazendo o mesmo e voltando para a busca para clicar no concorrente. Site lento não costuma dar erro nem mandar aviso. Ele só perde gente, em silêncio.

A boa notícia é que um site WordPress lento quase sempre tem causas conhecidas. Vamos mostrar como descobrir qual é a sua e o que resolve cada uma, sem quebrar o site no caminho.

Primeiro, meça

Antes de mexer em qualquer coisa, descubra onde está o peso. A ferramenta mais direta é o PageSpeed Insights, do próprio Google: você cola o endereço da página e recebe um relatório.

Algumas dicas para ler o resultado:

  • Teste a página que importa, não só a inicial: a de produto, a de serviço, a que recebe os anúncios.
  • Olhe a aba de celular. É a mais exigente e é como a maioria dos seus clientes chega.
  • O relatório tem duas partes. A de cima mostra a experiência de visitantes reais, numa média dos últimos 28 dias, então uma melhoria leva semanas para aparecer ali. A de baixo é uma simulação feita na hora, útil para comparar antes e depois.
  • A nota oscila de um teste para outro. Rode três vezes e considere a média.

Não persiga a nota 100. O objetivo é a página aparecer rápido e responder ao toque sem travar.

As causas mais comuns, na ordem em que costumamos encontrar

1. Imagens pesadas

É a causa número um. Uma foto tirada no celular ou baixada de um banco de imagens costuma pesar vários megabytes. Preparada para a web, a mesma foto fica muitas vezes menor, sem diferença visível na tela.

O que resolve: redimensionar a imagem para o tamanho em que ela aparece, comprimir, usar formatos mais leves como o WebP e deixar as imagens do fim da página carregarem só quando a pessoa rolar até elas. A imagem do topo é a exceção: essa precisa carregar primeiro.

2. Plugins demais, ou um plugin pesado

Plugin é um complemento que adiciona uma função ao WordPress. O problema é que muitos carregam seus arquivos em todas as páginas, mesmo onde não são usados. Um plugin de formulário que aparece só na página de contato pode estar pesando na página inicial também.

O que resolve: listar o que cada plugin faz, remover os que ninguém usa e trocar os pesados por alternativas mais leves. Teste um por vez, numa cópia do site, nunca direto no site no ar.

3. Construtor de páginas e tema carregados demais

Construtores de arrastar e soltar, como o Elementor, facilitam a montagem das páginas, mas geram muito código. Temas "multiuso", que prometem servir para qualquer negócio, trazem dezenas de recursos que o seu site não usa e que o visitante baixa do mesmo jeito.

O que resolve: desligar os recursos do tema e do construtor que não são usados e simplificar as páginas mais pesadas. Em alguns casos, a resposta é refazer a página com menos camadas.

4. Falta de cache

Sem cache, o servidor monta cada página do zero a cada visita: busca os textos no banco de dados, junta as partes e só então entrega. Cache é guardar a página já pronta e entregar essa cópia para o próximo visitante, o que corta boa parte do tempo de espera.

O que resolve: um plugin de cache bem configurado ou, melhor ainda, cache no próprio servidor. Um cuidado: cache mal ajustado pode mostrar uma versão antiga da página ou atrapalhar o carrinho e o formulário. Páginas que mudam para cada pessoa, como carrinho e finalização da compra, precisam ficar fora dele.

5. Hospedagem que não aguenta

Se o servidor demora para começar a responder, nenhum ajuste no site resolve sozinho. Hospedagem compartilhada lotada é a causa mais comum. Outra é a versão do PHP, a linguagem em que o WordPress é escrito: versões antigas são mais lentas e deixaram de receber correções de segurança.

O que resolve: conferir no relatório quanto o servidor leva para responder, atualizar a versão do PHP (testando o site depois) e, se for o caso, trocar de hospedagem.

6. Ferramentas de outras empresas

Pixel de anúncio, chat, mapa, vídeo do YouTube embutido, quadro de avaliações. Cada um busca arquivos no servidor de outra empresa, e o seu site espera por todos.

O que resolve: manter só o que é usado de verdade e adiar o carregamento do resto. Um vídeo, por exemplo, pode aparecer como imagem e só carregar quando a pessoa clicar.

7. Banco de dados inchado

Com os anos, o banco de dados acumula versões antigas de páginas, rascunhos esquecidos e restos de plugins já removidos. Raramente é a causa principal, mas uma limpeza ajuda em sites antigos.

Como mexer sem quebrar o site

  1. Faça uma cópia de segurança completa antes de começar.
  2. Mude uma coisa por vez e meça depois de cada mudança. Mudar dez coisas juntas impede de saber qual ajudou e qual quebrou.
  3. Confira o site de verdade, não só a nota: o formulário ainda envia? O carrinho fecha a compra? O menu abre no celular?
  4. Desconfie de plugin de otimização "tudo em um" com todas as opções ligadas. É um jeito rápido de desmontar o visual do site.

Velocidade e Google

O Google considera a experiência de quem visita, e velocidade faz parte dessa conta. Mas site rápido não é garantia de posição na busca, e quem promete isso está prometendo o que não controla. O ganho que você sente primeiro é outro: menos gente desistindo antes de ver o que a sua empresa oferece.

Se você quer saber o que está pesando no seu site antes de sair mexendo, a auditoria grátis de segurança e performance aponta o que deixa ele lento e o que corrigir primeiro. Se preferir resolver junto, na Consultoria técnica você mostra o site numa hora ao vivo com a nossa equipe e sai sabendo a causa e o próximo passo. E se prefere que alguém acompanhe isso de perto, o Guardião Web cuida do servidor e do site num contrato mensal.

Escrito por

Bruno Web

Cuida de sites, lojas e sistemas de empresas no Brasil e no exterior há mais de 10 anos, na Criafe. Escreve aqui o que aprende operando sites de verdade.

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